terça-feira, 2 de março de 2010



Esse poema foi inspirado
em uma matéria de jornal popular.


Ela não tinha
condições de se manter,
engravidou
para prender "seu homem",
ele se foi pra sempre
e ela
ficou pior do que estava.
Começou
a "meter o nariz",
vivia
embriagada pelas vielas,
esmolava pra comer
e para usar
a droga que a matava.

Sem perspectiva de vida
colou na "boca"
para sobreviver,
corria dos "homens"
e de sua responsabilidade.
Não teve
ninguém por perto
para lhe ajudar
na criação de seus filhos,
sozinha e desesperada
cometeu o maior crime
de toda a sua vida.
Enrolou seu filho
de 1 mês
em um saco de mercado,
saiu na noite
e o depositou
em uma fétida lixeira.

A polícia
passava na hora,
foi presa em flagrante,
jovem ainda
conheceu o "inferno",
dizia aos vizinhos
que a vida para ela
era como ela:
- Não valia nada.
Mas o seu filho
com certeza
teria melhor sorte.

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