segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



Estonteante
Àquela última noite
cansamos nosso físico,
imobilizamos o tempo,
a lua foi testemunha.
Momentos se vão,
saudade machuca,
a idade avança,
lembranças permanecem,
a nostalgia consola.

Me perco, me reencontro,
busco novos caminhos,
me uno à juventude,
ignoro o espelho,
não preciso mais dele.
Tudo passa,
tudo fica para trás,
a memória fica falha,
os amigos escasseiam,
a solidão lhe abraça.

Sou um ferrenho sobrevivente
e ainda é muito cedo
prá dizer adeus ao mundo.

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