sábado, 27 de fevereiro de 2010



Acendo um cigarro,
escrevo (mais) um poema,
telefono pra alguém.

Consumo
uma garrafa de vinho,
é frio o dia,
te busco,
permaneço só.

Te sinto
ouvindo Bob Dylan,
estás longe.

Nada tenho
pra lhe presentear,
apenas,
meu peito agoniado,
uma garrafa de vinho,
o cinzeiro superlotado
e esse desesperado poema.

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