
Acendo um cigarro,
escrevo (mais) um poema,
telefono pra alguém.
Consumo
uma garrafa de vinho,
é frio o dia,
te busco,
permaneço só.
Te sinto
ouvindo Bob Dylan,
estás longe.
Nada tenho
pra lhe presentear,
apenas,
meu peito agoniado,
uma garrafa de vinho,
o cinzeiro superlotado
e esse desesperado poema.
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