segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


















É noite, faz-se silêncio inquebrável, o poema nasce forçado, sem ninguém. Palavras lutam dentro de mim para não serem geradas, Bebo água, ligo o som, Janis canta estridente, recordo, me alivio, escrevo. Contemplo a imensidão, ligo para alguém, deixo recado na secretária. Que bom a noite se foi, agora é tudo passado, outro dia chega, cheio de expectativas e esperanças. E quem sabe se virá com uma nova vida, quem sabe, se eu não lhe desenterro de meu esquecimento e passamos a seguir juntos, para lugar nenhum.

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