sábado, 27 de fevereiro de 2010



Poema escrito em 1988.


O velho de barbas longas
caminhava só,
ele me acena, prossegue,
carregava
uma surrada mochila,
se distanciava
mais e mais,
ele era
o seu próprio mundo,
sem leis e comandantes
desfrutava a liberdade,
seus olhos eram faróis
iluminando o deserto caminho.

A poeira da estrada
levou o velho mago
de minha visão,
deu vontade de ir junto,
pensei em muitas coisas,
fui fraco,
só muitos anos depois
fui informado (pelo destino)
que o velho era a felicidade
materializada
que por muitos anos procurei.

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